A Brasil Game Show de 2019 foi palco de lançamentos, competições e encontros entre jogadores, influenciadores e fabricantes de equipamentos. Entre as empresas presentes estava a Warrior, marca gamer ligada à então Multilaser, que aproveitou o evento para apresentar periféricos, demonstrar produtos e aproximar seu catálogo do público brasileiro.

Realizada em outubro de 2019, em São Paulo, aquela edição da BGS também marcou um momento de expansão dos equipamentos voltados aos jogadores que buscavam montar um setup completo sem necessariamente recorrer às marcas internacionais mais caras.

A participação da Warrior ganhou destaque por reunir produtos, partidas competitivas e atrações com convidados conhecidos da comunidade gamer.

Um estande de 300 m² dedicado aos jogadores

A Warrior ocupou um espaço de aproximadamente 300 metros quadrados na feira. O ambiente foi preparado para receber visitantes interessados em experimentar equipamentos e acompanhar atividades relacionadas aos esportes eletrônicos.

A programação incluiu partidas demonstrativas de League of Legends, Counter-Strike e Rainbow Six, além de apresentações de influenciadores, jogadores profissionais e criadores de conteúdo.

Entre os convidados mencionados na cobertura da época estavam Muca Muriçoca, FNX, os irmãos Piologo e a criadora de conteúdo Haru.

Um dos diferenciais da programação foi a realização de atividades voltadas à participação feminina no universo dos games, tema que já ganhava importância nas discussões sobre representatividade nos esportes eletrônicos.

Mais do que uma exposição de produtos, o espaço procurava criar uma experiência para quem acompanhava o cenário competitivo ou simplesmente gostava de videogames.

Os periféricos que chamaram atenção na BGS 2019

O catálogo apresentado pela Warrior incluía diferentes equipamentos para computadores e consoles. Alguns deles se destacaram tanto nas demonstrações quanto nas vendas realizadas durante o evento.

Teclado mecânico Warrior Kane RGB

O Warrior Kane era uma das apostas da marca no segmento de teclados mecânicos.

O modelo apresentado naquele período combinava iluminação RGB, estrutura com acabamento em alumínio e switches mecânicos Outemu Brown.

O teclado também utilizava o padrão ABNT2, importante para consumidores brasileiros que procuravam um equipamento gamer adaptado ao idioma português.

Em 2019, os teclados mecânicos já despertavam grande interesse entre jogadores competitivos, principalmente pela resposta das teclas e pela possibilidade de personalizar a iluminação.

Mouse Warrior Perseus

Outro produto bastante divulgado foi o Warrior Perseus, mouse gamer com iluminação RGB e sensor AVAGO 3050.

O equipamento tinha acabamento emborrachado e era direcionado especialmente a jogadores que procuravam seu primeiro mouse dedicado aos games.

Segundo o material divulgado na época, o Perseus estava entre os produtos mais vendidos pela Warrior durante a feira.

Sua proposta refletia uma tendência daquele período: oferecer recursos associados aos periféricos gamers em modelos voltados a consumidores com diferentes orçamentos.

Headsets Warrior

Os headsets também fizeram parte das demonstrações da marca.

Entre os produtos destacados estava o Thyra, apresentado com recursos de áudio 7.1 e iluminação RGB.

A Warrior também utilizou equipamentos da linha Hydra nas estações montadas para os visitantes.

Esses acessórios reforçavam a estratégia de oferecer uma linha completa de periféricos, permitindo combinar teclado, mouse e headset em um mesmo setup.

Monitor curvo Kai de 144 Hz foi uma das novidades

Um dos equipamentos mais interessantes apresentados pela Warrior naquela edição foi o monitor gamer Kai.

O modelo demonstrado possuía tela curva de 24 polegadas, taxa de atualização de 144 Hz e tecnologia AMD FreeSync.

Naquele momento, monitores de alta taxa de atualização começavam a ganhar espaço entre consumidores que desejavam uma experiência mais fluida em jogos competitivos.

A proposta do Kai era oferecer uma alternativa para jogadores interessados em recursos como maior frequência de atualização e sincronização de imagem.

Embora essas características continuem relevantes em 2026, o modelo apresentado na BGS 2019 pertence a uma geração anterior de monitores. Por isso, suas especificações devem ser consideradas dentro do contexto tecnológico da época.

Volante Artaxes apostava na imersão

A Warrior também levou à feira o volante Artaxes, desenvolvido para proporcionar uma experiência mais envolvente em jogos de corrida.

O equipamento chamava atenção pela tecnologia de force feedback, que reproduz sensações de resistência e força durante a direção virtual.

O volante foi apresentado como uma opção para diferentes plataformas, incluindo computadores e consoles daquela geração.

Para os visitantes, a possibilidade de experimentar o acessório era uma oportunidade de conhecer uma categoria de equipamento que, até então, costumava receber menos atenção do público casual.

Além do volante, a marca apresentou gabinetes, cadeiras gamers e outros componentes voltados à montagem de estações de jogos.

A presença dos influenciadores e dos esportes eletrônicos

A participação da Warrior não ficou restrita às demonstrações de hardware.

A empresa investiu em atrações com criadores de conteúdo e personalidades conhecidas entre jogadores brasileiros.

Essa combinação de entretenimento e tecnologia ajudava a aproximar fabricantes e consumidores, transformando os estandes em pontos de encontro para comunidades que acompanhavam os mesmos jogos e influenciadores.

Em 2019, a Brasil Game Show já representava uma oportunidade importante para empresas interessadas em apresentar produtos diretamente ao público.

A presença de jogadores profissionais, campeonatos e atividades interativas reforçava o papel da feira como um evento de cultura gamer, e não apenas uma exposição comercial.

O que a participação da Warrior representou?

A BGS 2019 aconteceu em um período de crescimento da procura por acessórios gamers no Brasil.

Teclados mecânicos, mouses com sensores dedicados, headsets com iluminação e monitores de alta frequência deixavam de ser produtos restritos a um grupo pequeno de entusiastas.

A Warrior procurava ocupar espaço nesse mercado com equipamentos de diferentes categorias e uma identidade visual voltada aos jogadores.

Segundo as informações divulgadas após o evento, a marca registrou um recorde de faturamento em sua loja na feira. Os valores, entretanto, não foram detalhados no material consultado.

A participação também demonstrou como experiências presenciais podiam contribuir para apresentar produtos que muitos consumidores conheciam apenas por fotografias ou vídeos.

Da BGS 2019 aos dias atuais: por que relembrar essa edição?

Em 2026, olhar para a participação da Warrior na Brasil Game Show de 2019 é também observar como o mercado de periféricos gamers evoluiu.

Recursos que naquele período recebiam grande destaque, como iluminação RGB, teclados mecânicos e monitores de 144 Hz, passaram a integrar um mercado cada vez mais diversificado.

A Warrior continuou aparecendo em edições posteriores da Brasil Game Show. Em 2022, por exemplo, a marca participou novamente do evento, já no contexto do reposicionamento da Multilaser como Multi, com experiências envolvendo jogos, criadores de conteúdo e competições.

Isso ajuda a compreender como a presença das fabricantes em grandes eventos deixou de depender exclusivamente de lançamentos e passou a valorizar também a interação com comunidades de jogadores.

Naturalmente, os produtos apresentados em 2019 não devem ser confundidos com os modelos mais recentes, e suas características não representam necessariamente o catálogo disponível atualmente.

Um capítulo da história gamer brasileira

A participação da Warrior na BGS 2019 representa um retrato de uma fase importante do mercado brasileiro de acessórios para jogos.

Entre teclados mecânicos, monitores curvos, volantes e encontros com influenciadores, a marca buscou conquistar espaço em um setor cada vez mais competitivo.

Sete anos depois, aquela edição permanece como um registro de como fabricantes nacionais procuravam aproximar tecnologia, entretenimento e comunidades gamers.

Revisitar esse momento permite perceber que a evolução dos videogames não acontece apenas nos consoles e nos jogos. Ela também está nos equipamentos, nas experiências e nas pessoas que ajudam a construir a cultura gamer.

Share.
Leave A Reply